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Ressurge um tesouro da arquitetura do Rio de Janeiro Edifício Barão de Mauá

O retrofit do Edifício Barão de Mauá, um edifício projetado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer em conjunto com Sabino Barroso e Lúcio Costa.

A realização de retrofits é um tema extremamente importante uma vez que está intimamente ligado à sustentabilidade, preservação da memória e valorização do entorno. E que ainda beneficia empresas que desejam se instalar em empreendimentos de alto padrão, repletos de tecnologia e localizados em endereços de referência, onde a escassez de terrenos inviabilizaria tal ação.

 

Retrofits são oportunidades interessantes para melhorar o aproveitamento dos ambientes, a qualidade dos materiais e para atualização do layout e dos sistemas prediais de uma instalação de acordo com as características do core business. Além disso, podem ser um fator positivo para a imagem corporativa e para a eficiência de custos do ocupante, pois estamos falando de conquistar custos mais enxutos para a operação e uso mais consciente dos recursos naturais.

O retrofit do Edifício Barão de Mauá, um edifício projetado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer em conjunto com Sabino Barroso e Lúcio Costa.

E o que muda então?

 

O edifício Barão de Mauá divide quadra com o Ed. Claudio Capanema, também projetado por Niemeyer, compondo uma região de referência da arquitetura O edifício Barão de Mauá divide quadra com o Ed. Claudio Capanema, também projetado por Niemeyer, compondo uma região de referência da arquitetura da cidade. Além de contar com uma vista privilegiada para a Baía de Guanabara.

Estamos falando de um edifício corporativo de alto padrão que pode ser monousuário ou multiusuário, com brise-soleil e mármore na fachada, sistema de ar condicionado central, prevenção e combate a incêndio, supervisão predial e automação predial de alta tecnologia.

 

Nos últimos 25 anos, o edifício foi a sede mundial da empresa Vale S/A, uma das maiores mineradoras do mundo, o que tornou o endereço amplamente conhecido pelo público carioca.

 

| EDIFÍCIO BARÃO DE MAUÁ

Avenida Graça Aranha, 26 – Centro – Rio de Janeiro/RJ 20 pavimentos de escritórios de 855,06m² e 02 lojas no térreo de 276,40m² e 216,47m²

| CONHEÇA EM DETALHES O EDIFÍCIO

Localização como diferencial

O Edifício Barão de Mauá está próximo a uma das principais avenidas da região, a Rio Branco, e oferece fácil acesso ao metrô. O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) está a cerca de 200m, assim como importantes linhas de ônibus e o Aeroporto Santos Dumont, onde se pode chegar em menos de 10 minutos a pé. Além disso, possibilita o rápido acesso de carro à Ponte Rio-Niterói, às zonas norte e sul da cidade e à estação das barcas. Está inserido em uma região consolidada de alto padrão corporativo, com entorno extremamente interessante, dotado de ótima infraestrutura, com bancos, diferentes tipos de restaurantes e muitos serviços públicos e privados.

 

| PALAVRA DO ARQUITETO

Com mais de 45 anos de experiência (tendo sido inclusive colaborador de Oscar Niemeyer), o arquiteto Glauco Campello e seu escritório estão à frente do retrofit do Barão de Mauá, que para ele é um trabalho de imenso significado.

“Recebo com grande entusiasmo a missão de renovar o edifício. Trata-se da oportunidade de participar de um processo importante de restauração deste ícone da arquitetura, de reestabelecer suas qualificações técnicas, principalmente com relação à segurança. De valorizar o patrimônio, mas também de colaborar como profissional ao pensar em soluções para os problemas urbanos e em sustentabilidade”, detalha.

 

Ao mencionar esse tema, o arquiteto refere-se também ao seu desejo pela revitalização das regiões do centro, como por exemplo uma extensa área ao ar livre adjacente ao prédio – até então utilizada como estacionamento – que poderia dar lugar a uma área de novo (e mais nobre) uso, como uma praça.
Os futuros ocupantes do Edifício Barão de Mauá, assim como seus visitantes e os que costumam trabalhar e passar pelo centro histórico, só têm a ganhar com a revitalização desta joia da arquitetura do Rio de Janeiro.

 

“Praças e parques são um refúgio para a cidade, um refresco para a rotina estressante. Eles favorecem o contato com a natureza e a socialização, oferecendo bem-estar às pessoas”

Glauco Campello já liderou outros projetos desta natureza, além de ter sido presidente do Instituto do Patrimônio Cultural (1994) e do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (1994 – 1998).

 

Fonte: Revista Infra